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domingo, 17 de abril de 2011

iPad 2 vs Motorola Xoom: Duelo de gigantes da nova geração de tablets


O mercado já decidiu, e a venda dos dois tablets que mais chamaram a atenção este ano deixa claro a preferência do consumidor. Enquanto o Motorola Xoom já alcança a marca de 100 mil unidades vendidas nos dois primeiros meses, o iPad 2 vendeu 300 mil apenas no primeiro dia. Mas o que faz do tablet da Apple um sucesso de vendas enquanto o dispositivo da Motorola encalha nas prateleiras, mesmo depois do estrondoso sucesso na CES 2011?
iPad 2 vs Motorola Xoom (Foto: Divulgação)iPad 2 vs Motorola Xoom (Foto: Divulgação)
Deixando de lado a grife, o famoso campo de distorção da Apple e o preço, o que poderia fazer com que os números sejam tão discrepantes em aparelhos que, à principio, se mostram tão similares?
Bom... Justamente porque eles não são exatamente similares. As diferenças existem e são muitas.
TechTudo nunca foge da luta e aqui a briga é boa. Por isso preparamos um super comparativo pra te ajudar a entender melhor as diferenças entre o iPad 2 Motorola Xoom, e quem sabe te ajudar a descobrir de qual lado da força você está.
Design
Comparar o design de um produto da Apple com qualquer outro chega a ser uma covardia, não apenas pelos desenhos primorosos e acabamento impecável, mas também por uma questão comercial. A Apple tem um volume de vendas muito superior a de seus concorrentes, logo é possível trabalhar com bons materiais sem impactar o valor final do produto, deixando a difícil tarefa de oferecer o mesmo acabamento e construção por um preço competitivo.
Mesmo assim a Motorola conseguiu fazer um bom trabalho e entregou o Xoom com o que há de melhor. O corpo em alumínio preto é resistente, o acabamento é impecável e o resultado ficou muito bonito. Com 10.1 polegadas, o tablet pesa 730g e tem 12 milímetros de espessura, com bordas retas e cantos arredondados, o que garante uma boa empunhadura, apesar do peso.
O iPad 2, por outro lado, é mais leve e menor, com incríveis 600 gramas e 8,8 milímetros de espessura, mas não chega a ser absolutamente confortável justamente pela inclinação nas bordas, dificultando um pouco o manuseio com uma mão.
Tela
As telas do Xoom e do iPad 2 aproximam-se bastante em relação ao tamanho da tela: 10.1 contra 9.7 polegadas, respectivamente. Outra diferença está na resolução: 1280x800 contra 1024x768 pixels; e também 160 dpi contra 132dpi, respectivamente. De uma maneira geral, isso significa que o Motorola Xoom consegue manter uma densidade maior de pontos por polegadas, mesmo com uma tela um pouco maior que a do iPad 2.
Essa diferença de resolução da tela é importante, mas não é tudo; e o iPad 2 mantém posição como referência. Do contraste ao brilho, a Apple vence a Motorola, tornando a leitura mais fácil em ambientes com muita luz, situação provável a dispositivos portáteis.
Outra diferença também está na razão de 4:3 do iPad 2, um pouco mais quadrado que os 16:9 do Xoom, mais próximo a maioria dos monitores e TVs widescreen. Isso não é exatamente um problema, mas a tela da Motorola ajuda na hora de assistir filmes.
Câmeras
O iPad 2 deu uma boa evoluída em relação a primeira versão. De nenhuma, passou a ter 2 câmeras; uma frontal e outra na parte de trás. A primeira, dedicada ao “Face Time”, é VGA, com resolução de 640x480 pixels. A principal também é VGA e tem resolução de 1280x720, ou 0.92 MP.
As câmeras decepcionam, mas cumprem as principais funções: é possível gravar vídeos HD 720p e há um pequeno zoom digital de 5x, o que não é uma vantagem. De qualquer forma, o iPad 2 dificilmente é a primeira ou única câmera de alguém, mas é mais fácil e melhor tirar um foto com um iPhone.
Câmeras (Foto: Divulgação)Câmeras (Foto: Divulgação)
O Xoom, no entanto vem equipado com uma câmera de 2 MP na parte da frente e outra de 5 megapixels na parte de trás, e também grava vídeo em 720p, têm flash dual-LED e foco automático.
Vale lembrar que cada vez menos fazemos ampliações em papel. Estamos habituados a ver fotos não maiores que a resolução de nosso monitores, logo, na maioria das vezes uma foto maior que 1.3 MP acaba se transformando em dado desperdiçado e imagens mais pesadas.

Processador, memória e armazenamento
O Motorola Xoom vem na onda dos novos tablets Android com NVidia Tegra 2 dual-core (processador duplo) de 1Ghz cada, apoiado por memória RAM DDR2 de 1GB, enquanto que a Apple equipa o iPad 2 com seu processador A5 1GHz, também dual-core, mas apoiado por apenas 512MB de RAM.
No quesito armazenamento há três opções para o iPad 2: 16, 32 ou 64GB internos, sem expansão. Enquanto isso, o Xoom tem versão com 32GB apenas, mas pode ser expandido com até mais 32GB via cartão MicroSD.
Em processamento, os dois tablets são razoavelmente similares. A diferença de memória RAM não chega a ser um problema, pois a arquitetura do iOS 4 alivia o uso de memória em multi-tarefa, e os aplicativos, por enquanto, são leves.
Aplicativos e Sistema Operacional
Até a chegada do Android Honeycomb o iPad reinava absoluto no ambiente de aplicativos e conteúdo para tablets. Se o Samsung Galaxy Tab era um concorrente em hardware, nem de longe chegava a oferecer aplicativos que aproveitassem a poderosa configuração e a tela grande. Não por culpa da montadora, claro, mas do próprio Android, que admitia, não tinha trabalhado em um software para tablets.
Enquanto isso, o iPad ganhava uma base de desenvolvedores dispostos a passar pela seleção da AppStore, construindo know-how e recebendo aplicativos de grande veículos de comunicação. Hoje, o iOS 4 que equipa o iPad 2 mantém a excelência dos SOs da Apple.
Com a chegada do novo Android 3.0 Honeycomb a Google entrega uma bela solução para tablets, mas o Android Market ainda não acompanha. Os bons aplicativos para Android vêm do próprio Google, como o aplicativo para o Gmail e o Google Maps, que apresentam uma nova experiência em tablets. Pode ser questão de tempo, assim como em smartphones, onde a tendência é da equiparação de apps oferecidos pelas principais plataformas.
Testamos o Motorola Xoom (Foto: Juarez Lencioni Maccarini/TechTudo)Motorola Xoom ligado à TV via HDMI (Foto: Juarez Lencioni Maccarini/TechTudo)
Entretenimento
A maioria dos tablets hoje é voltada mais ao entretenimento do que ao trabalho, e é natural que a maioria dos recursos seja destinada a reprodução de mídias e leitura. Como sempre, ler revistas, notícias e livros em aplicativos para iPad é sensacional, e muitas vezes o resultado de um mesmo aplicativo desenvolvido com versões para outras plataformas é muito diferente.
O mercado de jogos também sorriu durante muito tempo para a Apple e o iPad se mostrou uma oportuna plataforma de jogos. Por outro lado, a Apple tem particularidades que nem sempre são bem vindas, como a exigência do iTunes para transferir arquivos de mídia, ou o não suporte à Flash. Mas a adesão ao HDMI é bem-vinda, e o processador dual-core promete melhorar muito a experiência.
Por outro lado, o Motorola Xoom vem na onda de um promissor futuro para o Android. A Motorola fez seu trabalho e entregou uma ótima configuração de hardware para rodar aplicativos pesados, com suporte gráfico 3D, tela grande, saída HDMI e porta MicroSD, ideal para armazenar filmes em HD. Os engenheiros do Android, por sua vez, entregaram a primeira versão do sistema operacional projetado para tablets, aumentou o limite de tamanho dos aplicativos disponibilizados no Android Market e tentou estabelecer alguns padrões informais para hardware.
Ainda, a Sony com a plataforma PlayStation acena investimentos cada vez maiores no mercado mobile, e já lançou um smartphone rodando Android.
Trabalho
Comprando um teclado Bluetooth, ambas as fábricas oferecem excelentes opções, e proprietários de iPad 2 ou Xoom terão excelentes plataformas de trabalho. E que deixemos claro: quando falamos em trabalho, falamos de editores de texto, e-mails e edições básicas de documentos mais complexos. Não é o suporte ideal, mas é possível trabalhar por horas em qualquer um dos tablets sem maiores prejuízos à produção.
Conectividade
Outro ponto em que ambos os aparelhos são bastante semelhantes. Motorola Xoom e iPad 2 tem versões com Wi-Fi e 3G, além de A-GPS, USB, Bluetooth, conector de áudio 3,5mm e saída HDMI. As diferenças aparecem no conector USB: no caso do Xoom, um MicroUSB; enquanto o iPad 2 apresenta o tradicional dock conector.
Internet
Embora sem suporte a Flash, o iPad 2 continua com a excelente navegação característica dos produtos antecessores. O navegador é amigável e a visualização é suave e sem quebras no layout. A funcão de pinças para zoom ajuda, assim como suporte a abas e favoritos. Já o Motorola Xoom vem com o navegador padrão do Honeycomb, que não é uma obra-prima, mas realiza o trabalho. Outras opções excelentes como o Opera estão disponíveis de graça no Android Market, tornando a navegação uma experiência muito próxima a que temos em nossos notebooks e desktops.
ipad2tela (Foto: Alessandro Salvatori)iPad 2 e sua Smart Cover (Foto: Alessandro Salvatori)
Preço
Nos Estados Unidos o iPad 2 pode variar entre U$ 499 e R$699, dependendo da configuração, sem contrato com operadora. A vinda de uma montadora da Apple ao país deve baratear o preço, mas ainda não há previsão real. O Motorola Xoom pode ser comprado no Brasil por cerca de R$ 1.600, também sem contrato com operadora.
Conclusão
Em 2010 tivemos aqui no TechTudo a batalha entre iPad e Galaxy Tab, e não por acaso temos novamente o tablet da Apple como um dos melhores, e não por coincidência temos outro tablet Android, mas com um fabricante diferente.
A Motorola apostou na fórmula que a colocou novamente na briga pelo mercado mobile de varejo. A opção pelo Android e o histórico de hardwares respeitáveis a credenciam à servir como suporte ao produto da Google. O Android é a promessa, o Motorola é apenas uma excelente configuração de hardware em um corpo bonito e resistente entre tantas opções de tablets Android disponíveis no mercado. Em hardware, iPad 2 e Xoom são opções relativamente equivalentes, que têm sua grande diferença no sistema operacional.
O Android Honeycomb do Morotola Xoom é uma evolução grandiosa de experiência em relação ao que era apresentado nas versões anteriores para smartphones. A disposição dos elementos na área de trabalho, o multitasking, o aproveitamento de espaço e recursos em aplicativos foram totalmente repensados, e o campo está preparado para a nova geração de conteúdo.
Grandes empresas de comunicação e desenvolvimento de games, por exemplo, voltam seus olhos para o universo mobile, e ao contrário de um passado muito recente, o alvo não é exclusivamente o AppStore da Apple. O Honeycomb é uma porta aberta a novos aplicativos quando o Android reforça sua posição e popularidade, com recordes de usuários e aplicativos.
A Apple, que sempre parece cometer erros quando não pode usar da desculpa do nicho de um ou outro modelo, ainda assim se mantém em posição privilegiada. O primeiro iPad não tinha câmera e foi o tablet mais vendido do mundo, e o iPad 2 não tem suporte a Flash mas continuará oferecendo as experiências mais interessantes e inovadoras.
Não se trata de uma ou outra especificação técnica, mas o que se pode fazer com ela, e muito das possibilidades são propostas pela própria Apple, que domina com maestria o conceito mais básico da tecnologia e informação - que é a usabilidade. O iPad foi feito para ser usado, não para competir com outro tablet. Ele foi pensado e guiado desde o início pela usabilidade e pela experiência do usuário. E assim também aconteceu com os aplicativos: a maioria dos apps para iOS foram pensados para outros fins que não uma versão para a plataforma.
E o Vencedor é...
Qualquer comparação entre dispositivos mobile da Apple, seja smartphone ou tablet, e outro produto topo de linha rodando Android, depende, antes de tudo, de uma relação prévia que o usuário tenha com os sistemas operacionais. Alguém que esteja lendo esse artigo em um MacBook Pro, iPhone 4, ou mesmo em um iPad não tem qualquer dúvida. Nem nunca teve. O iPad 2 é a melhor opção, sem comparação.
Para aqueles que não suportam qualquer produto da Apple, ou gostam de um pouco mais de liberdade na hora de compartilhar mídias entre dispositivos, ou uma plataforma mais aberta, sem dúvida o Motorola Xoom é a melhor opção - uma excelente opção entre os tablets Android disponíveis.



Comparativo em Especificações Técnicas
EspecificaçãoApple iPad 2Motorola Xoom
Tela9.7 polegadas10.1 polegadas
Resolução1024x768 pixels1280x800 pixels
DPI (pontos por polegada)132 dpi160 dpi
Sistema OperacionaliOS 4.3Android 3.0 Honeycomb
ProcessadorApple A5 - 1Ghz dual-coreNVIDIA Tegra 2 - 1Ghz dual-core
Memória RAM512MB1GB
Armazenamento16, 32 ou 64 GB (interno)32 GB (interno) + até 32GB via MicroSD
Conectividade3G, Wi-Fi, A-GPS , Bluetooth 2.1 + EDR, Wi-Fi (802.11a/b/g/n), áudio 3.5mm, HDMI3G,Wi-Fi, A-GPS, Bluetooth 2.1 + EDR+HDI, MicroUSB, Wi-Fi (802.11b/g/n), áudio 3.5mm, HDMI, MicroSD
RedeWi-Fi + 3G UMTS/HSDPA/HSUPA (850, 900, 1900, 2100 MHz); GSM/EDGE (850, 900, 1800, 1900 MHz)CDMA 850, 1900 MHz, EVDO Rev. A
LTE 700 MHz(4G)
Câmera FrontalVGA 640x4802MP
Câmera Traseira0.7MP Foto; 0.92MP Vídeo HD (720p) 30 fps; 5x digital zoom5MP Foto; Vídeo HD 720p 30fps
FlashNãoDual-LED Flash
Autonomia da Bateria10 Horas (3g+Wi-Fi) / 30 dias (stand-by)10 Horas (3g+Wi-Fi) / 15 dias (stand-by)
Dimensões241,2 X 185,7 X8,8 mm249,1 x 167,8 x 12,9 mm
Peso600g730g

Smartphone Atrix se transforma em notebook

O aparelho vem acompanhado de um dock multimídia. Foto: Henrique Martin/Zumo Notícias
O aparelho vem acompanhado de um dock multimídiaFoto: Henrique Martin/Zumo Notícias

O Motorola Atrix poderia ser mais um smartphone comum rodando sistema operacional Android, mas não é, graças ao software e aos acessórios que o transformam em um desktop completo. Ou melhor, em um notebook completo.
As configurações técnicas do Atrix são impressionantes: tela de 4 polegadas com resolução qHD (960 x 540 pontos), câmera de 5 megapixels capaz de filmar em alta definição (720p), webcam frontal para videochamadas, 16 GB de armazenamento interno, 1 GB de memória, processador de núcleo duplo de 1 GHz (o que o deixa bastante veloz) e, algo comum em notebooks faz parte do aparelho: um leitor de impressões digitais. A versão do Android utilizada é a 2.2 ("Froyo") com capacidade de transformar o telefone em um ponto de acesso sem fios para compartilhar a conexão 3G.
A caixa do Atrix, em seu kit original, vem com o smartphone, cabos USB e HDMI e um berço/dock expansor (chamado de "dock multimídia") com mais três portas USB. Só com esse acessório, você pode ligar o dock a um monitor convencional via HDMI e teclado e mouse USB. Pronto, desktop completo.
O mais interessante é que, quando o Atrix se transforma em desktop, você não vê apenas a interface convencional do Android: a Motorola incluiu um software de virtualização (fornecido pela Citrix) que amplia as opções de uso, deixando a experiência mais próxima de um computador convencional. O navegador de internet presente nesse "Webtop" é o Mozilla Firefox, igualzinho ao do PC. Navegue em abas, acesse sites em Flash (o Atrix é compatível com a tecnologia da Adobe) e compartilhe documentos online em soluções como Google Docs, por exemplo.
Na sua parte traseira, uma peça móvel permite encaixar o Atrix (pelas portas USB e HDMI)  Foto: Henrique Martin/Zumo Notícias
O dock presente na caixa do Atrix também pode ser ligado a um televisor de tela plana, por conta da saída HDMI. E aí você usa o telefone para ver as fotos e vídeos feitos em alta definição com o aparelho, por exemplo.
Entretanto, o opcional mais interessante para uso com o Atrix é o chamado Lapdock. Ele parece com um notebook muito, muito fino. Na sua parte traseira, uma peça móvel permite encaixar o Atrix (pelas portas USB e HDMI). Após conectar o smartphone ali, basta abrir a tela de 11,6 polegadas e, em instantes, o webtop começa a funcionar.
O Lapdock também oferece duas portas USB adicionais (conecte seu pen drive ali para ver arquivos), alto-falantes estéreo e uma bateria de oito horas de duração (estimada). Ao conectar o Atrix, o Lapdock recarrega a bateria do aparelho - algo mais que necessário ao usar tela e o celular para acessar a internet via 3G ou Wi-Fi. Desse modo, ele se transforma em um escritório móvel, fazendo muito mais que a maioria dos smartphones atuais.
Fato é que o Atrix, com os acessórios, se prova um passo além da Motorola Mobility para recuperar o tempo perdido no mercado de smartphones. A adoção do Android e o lançamento de mais de 10 modelos com o sistema do Google já ajudaram bastante a companhia norte-americana. O Atrix, entretanto, é um aparelho caro (preço médio estimado em R$ 1.920; ofertas podem variar de acordo com a operadora) e focado principalmente para quem precisa de acesso à internet sem precisar carregar um notebook. Se esse é o seu caso (e seu bolso), é uma ótima opção.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Veja imagens do terremoto e tsunami que devastaram o Japão

Um tremor de magnitude 8,9 seguido de tsunami deixaram ao menos 385 mortos, mais de 948 feridos e 741 desaparecidos no leste do Japão e causaram ainda um vazamento de material radioativo na usina de Fukushima.
O correspondente da Folha Fabiano Maisonnave esteve no domingo (13) em Nakaminato, a 240 km do epicentro do terremoto que atingiu o Japão na última sexta-feira. No vídeo abaixo ele fala sobre a tranquilidade com que os japoneses estão reconstruindo suas vidas e da ausência de saques, violência e tensão pelas ruas, fatos comuns em outros países atingidos por catástrofes semelhantes.
O anúncio de corte no abastecimento de eletricidade e os atrasos no metrô obrigaram os cidadãos de Tóquio a mudar os hábitos e recorrer a meios de transporte como a bicicleta para chegar ao trabalho. Os residentes da cidade com a área metropolitana mais populosa do mundo, mais de 30 milhões de habitantes, tiveram que percorrer as grandes distâncias pedalando.
Um vídeo da rede de TV japonesa ANN mostra o momento em que o tsunami invade a cidade de Miyako, na província de Iwate, no nordeste do Japão. As imagens foram feitas na última sexta-feira (11).
O temor gerado pela situação da usina nuclear de Fukushima 1 aumentou neste domingo (13) após o nível de radiatividade subir para acima do permitido, em meio a intensos esforços de especialistas para reduzir o superaquecimento dos reatores. O problema surgiu depois que o sistema de refrigeração parou na sexta-feira por causa do terremoto que fez tremer o nordeste do país. No sábado foi registrada uma pequena explosão num dos contêineres que protegem os reatores, o que gerou um pequeno vazamento radioativo e afetou algumas pessoas que estavam na área.
A maior preocupação é que outros incidentes aconteçam se a temperatura nos recipientes não for controlada, podendo causar um acidente nuclear grave. Por precaução, 180 mil moradores de um perímetro de 20 quilômetros em torno da central foram retirados de suas casas.
As ruas de Tóquio, famosas por seu ritmo dinâmico, ficaram praticamente desertas neste final de semana, e as poucas pessoas que saíram de casa refletiam em seus rostos a preocupação por causa do terremoto de sexta-feira, o maior da história do Japão. As principais ruas de uma cidade de mais de 30 milhões de habitantes quase não contavam com pedestres e veículos.
No entanto, aos poucos a capital japonesa vai retomando seu ritmo. O sistema de comunicações e transportes voltou ao normal depois que do caos vivido na sexta-feira, quando as linhas telefônicas foram afetadas e a paralisação de metrôs e trens obrigou milhares de pessoas a dormir em locais improvisados.
A força da água do tsunami gerado pelo terremoto da última sexta-feira (11) no Japão arrastou carros, barcos e destruiu casas em toda a costa leste em imagens impressionantes. Confira:
O leitor Hiro Fukumoto registrou com celular, imagens do chão rachado em Tóquio, logo após o terremoto.
Um cinegrafista amador registrou destroços de prédios caindo na calçada.
As imagens aéreas mostram como o turbilhão arrasta tudo, inclusive uma lancha, para o seu vórtice.
Um vídeo publicado no YouTube mostra um incêndio em um tanque de gás no aeroporto de Haneda em Tóquio logo após o terremoto. Segundo a descrição do vídeo, um homem ficou ferido.
Imagens da TV japonesa mostram o momento em que um forte terremoto atingiu país.
A impressionante onda causada pelo terremoto que atingiu o Japão na sexta-feira avança por terra firme, em imagens divulgadas pela TV japonesa. Destroços de casas, edifícios, objetos e até carros são levados pelas águas

Entenda por que é difícil prever a ocorrência de um terremoto

Veja as principais perguntas sobre as possibilidades de se antecipar grandes terremotos:
1. Os terremotos podem ser previstos?
Não. Pelo menos, não a tempo de se emitir um aviso de alerta para uma região e hora específicas. A maioria dos sismos acontece, porém, em localidades que se encontram em zonas sísmicas previsíveis [na junção de placas tectônicas].
2. O quanto podemos prever um terremoto?
Para locais com índices elevados de atividade sísmica, as chances de um tremor ocorrer no futuro, dentro de várias décadas, são bem altas.
"Temos estimativas que apontam que o sul da Califórnia possui 38% de chances de ter, nos próximos 30 anos, um terremoto de magnitude de 7,5 graus Richter ou mais", comenta o diretor do Centro de Terremotos do Sul da Califórnia, Thomas Jordan.
Em compensação, se a estimativa for para, por exemplo, a próxima semana, essa percentagem cai vertiginosamente a 0,02%, explica ele.
3. Por que grandes terremotos são difíceis de serem previstos?
Previsão confiável exige precedentes --algum tipo de sinal na terra que indica que um grande sismo está a caminho. Esse sinal surge apenas antes de grandes tremores e, até o momento, os sismólogos falharam em localizar esses sinais --se é que existem.
4. Que tipo de sinais os sismólogos consideram para prever terremotos?
Uma variedade de sinais em potencial têm sido estudados, como concentração e aumento de gás radônio, mudança de atividade eletromagnética, ondas de sismos menores que antecedem um grande terremoto, deformação da superfície da Terra, mudanças geoquímicas na água subterrânea e, eventualmente, comportamento animal antes da ocorrência de um sismo de grandes proporções.
5. Quais os estudos que podem levar à previsão bem-sucedida de um terremoto no futuro?
Pesquisadores estão estudando sinais eletromagnéticos que antecedem os sismos de magnitude elevada. A base da pesquisa é o trabalho de Friedemann Freund, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa (agência espacial americana), na Califórnia. Freund mostrou que a compressão de uma rocha pode levar à formação de ondas elétricas na terra, que poderiam ser consideradas, por sua vez, na ocorrência de sinais eletromagnéticos atípicos que antecedem um sismo.
6. Qual a probabilidade de ocorrer outro grande terremoto no Japão após esse último?
A Agência de Meteorologia do Japão previu perto de 200 tremores nos três primeiros dias após o terremoto do dia 11. Segundo a escala japonesa, que utiliza a Shindo ao invés da Richter, eles seriam fortes o suficiente para derrubar objetos no chão.
Entre os dias 14 e 17, a agência estima que haja 40% de chances de ocorrer tremores menores ou com até 5 pontos na escala Shindo, que varia de 1 (tremor sentido quando a pessoa não se move), 2 a 4 (tremor que não causa danos), 5 (objetos caem no chão) e 6 e 7 (grandes prejuízos).

Japão pede ajuda aos EUA para esfriar reatores nucleares

O Japão pediu formalmente aos Estados Unidos ajuda para resfriar os reatores nucleares do complexo de Fukushima Daiichi, danificado pelo terremoto devastador da última sexta-feira (12).
Mais cedo, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, afirmou que é "muito improvável" que a crise nuclear japonesa se compare à explosão da usina nuclear de Tchernobil, na Ucrânia, em 1986.
Koji Sasahara/AP
Militares japoneses procuram vítimas do terremoto e tsunami em Daigasaki; crise nuclear assusta todo o mundo
Militares japoneses procuram vítimas do terremoto e tsunami em Daigasaki; crise nuclear assusta todo o mundo
"O governo japonês pediu oficialmente ajuda aos Estados Unidos", indicou a Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC). "A NRC estuda a resposta que dará a este pedido e que compreende o aconselhamento técnico".
A comissão já mandou ao Japão dois funcionários com conhecimento em reatores nucleares com água, como parte de uma equipe da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID).
Mais cedo, Amano disse que o Japão pediu oficialmente ao organismo da ONU que envie uma equipe de especialistas para ajudar na atual crise nuclear.
"Hoje, o governo do Japão pediu à agência que enviemos missões de especialistas. Estamos discutindo os detalhes com o Japão", afirmou Amano aos representantes dos Estados membros durante uma reunião de informação técnica a portas fechadas na sede da AIEA em Viena.
A AIEA fez uma oferta formal ao governo japonês imediatamente depois do terremoto e tsunami de sexta-feira passada, que provocaram graves danos a três dos seis reatores nucleares da usina de Fukushima.
Amano disse que é muito improvável um acidente nuclear do porte de Tchernobil no Japão, onde três reatores do complexo de Fukishima Daiichi estão em risco após forte terremoto.
Em entrevista coletiva, Amano afirmou que há várias diferenças entre as duas usinas nucleares --incluindo design e estrutura.
CRISE NUCLEAR
O terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o Japão na sexta-feira (12), seguido por um tsunami, causou danos ao sistema de refrigeração de três dos seis reatores de Fukushima. Os reatores estão aquecendo em níveis perigosos e as autoridades correm para evitar um derretimento das barras de combustível nuclear --que aumentaria o risco de danos ao reator e de um possível vazamento nuclear, segundo especialistas.
O maior temor é de um grande vazamento de radiação do complexo em Fukushima, 240 quilômetros ao norte de Tóquio. Em 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernobil, na Ucrânia, causou um vazamento de grandes proporções.
Mais cedo, as barras de combustível do reator nuclear 2 agora estão totalmente expostas, informou a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co., citada pela agência de notícias Kyodo.
As barras, formato no qual o urânio é moldado dentro do reator, haviam ficado expostas parcialmente mais cedo, mas os especialistas conseguiram estabilizar a situação, utilizando inclusive água do mar para aumentar o nível de água do sistema de resfriamento.
A Tokyo Electric Power Co. diz que a exposição ocorreu porque o canal de ventilação do vapor produzido pelo aquecimento do reator foi fechada acidentalmente nesta segunda-feira, causando uma nova e repentina queda do nível de água de resfriamento.
O governo japonês alertou as pessoas que vivem num raio de 20 quilômetros em torno da usina a não saírem de casa. Segundo a Kyodo, 80 mil pessoas foram retiradas da área, somando-se a outros 450 mil desabrigados do terremoto e do tsunami.
Os engenheiros trabalhavam desesperadamente para resfriar as barras de combustível nuclear na usina neste fim de semana, mas não conseguiram evitar duas explosões no reator 3, por causa do acúmulo de hidrogênio. A Tokyo Electric Power Co. disse que 11 pessoas ficaram feridas na explosão.
A explosão foi similar à ocorrida no sábado (13) no reator número 1 dessa unidade e, igual a essa ocasião, não causou danos em seu recipiente primário nem vazamento maciço de radiação, segundo o governo.
O porta-voz do governo, Yukio Edano, afirmou mais cedo que os responsáveis pela unidade têm 'tudo preparado' para injetar água do mar no reator, a fim de tentar controlar sua temperatura.
Especialistas nucleares disseram, contudo, que é provavelmente a primeira vez em 57 anos da indústria nuclear de que a água do mar tem sido usado desta forma, num sinal de como o Japão pode estar próximo de um acidente grave.
"A injeção de água do mar em um núcleo é uma medida extrema", disse Mark Hibbs, do Fundo Carnegie para a Paz Internacional. "Isso não está de acordo com os manuais."

Editoria de Arte/Folhapress
Usinas nucleares do Japão [ vale este ]

sexta-feira, 4 de março de 2011

Yamato Music anuncia show da banda m.o.v.e no Brasil


 Yamato Music, responsável por trazer artistas japoneses como Miyavi, Kagrra,, Versailes e outros artistas e bandas ao nosso país, anunciou em seu Twitter oficial (@yamatomusic) que o grupo japonês m.o.v.e fará um show inédito no Brasil.
O grup m.o.v.e é composto por T-Kimura, produtor e compositor; Yuri Masuda, vocalista; e Motsu, rapper, que fazem um som que mistura j-pop com rap.
O primeiro trabalho da banda foi lançado em 1997, um single denominado “Rock It Down”. No entanto, foi o single seguinte, “Around the World”, que seria o seu primeiro sucesso. Este serviria de tema de abertura do anime Initial D. Em 2005, a banda, que até agora utilizava a designação de move, muda para m.o.v.e, e lança um novo álbum Boulder, marcado por um som mais pesado. Neste mesmo ano, fazem parte do Acid Planet, um concurso musical patrocinado pelaSony, tornando-se a primeira banda japonesa a participar neste evento.
Mais detalhes sobre datas e o local do show em breve.
Para conhecer mais sobre m.o.v.e, acesse o site oficial da banda.